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Soltura de quelônios mobiliza comunidades e fortalece conservação na RDS Puranga Conquista

Moradores das localidades devolveram cerca de 980 animais à natureza...

30/03/2026 17h50
Por: Redação
Fonte: Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Moradores das localidades devolveram cerca de 980 animais à natureza

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Foto: Divulgação/Sema

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, Unidade de Conservação administrada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), registrou a soltura de 980 quelônios em ações realizadas nas comunidades Bela Vista do Jaraqui, São Francisco do Igarapé do Chita e Barreirinha.

A soltura dos quelônios, feita entre quarta-feira (25/03) e sexta-feira (27/03), envolve moradores locais e Agentes Ambientais Voluntários (AAV) formados pela Sema no monitoramento e na proteção de espécies como tracajás (Podocnemis unifilis), irapucas (Podocnemis erythrocephala) e cabeçudos (Peltocephalus dumeriliana).

As ações são desenvolvidas ao longo do ano e incluem desde a proteção dos ninhos até o manejo dos filhotes, aumentando as chances de sobrevivência das espécies em seu ambiente natural.

“Esse trabalho mostra como o envolvimento das comunidades é fundamental para garantir a conservação das espécies dentro da unidade. O monitoramento feito pelos próprios moradores têm gerado resultados importantes para a proteção dos quelônios na RDS Puranga Conquista”, destacou a gestora da unidade de conservação, Shayene Rossi.

Monitoramento ambiental

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Fotos: Divulgação/Sema

O monitoramento de quelônios na RDS segue a metodologia do projeto Pé-de-Pincha, iniciativa vinculada à Universidade Federal do Amazonas (Ufam). As atividades incluem a identificação das áreas de desova, proteção dos ninhos e transferência dos ovos para ambientes controlados, como chocadeiras artificiais.

Após a eclosão, os filhotes permanecem sob manejo em tanques até atingirem o tamanho adequado para a soltura, etapa que contribui para o aumento da taxa de sobrevivência. A Sema atua com apoio logístico, financeiro e operacional durante todo o processo de monitoramento.

“Mesmo diante de condições adversas, como eventos de seca e variações ambientais, o monitoramento tem contribuído para a redução da mortalidade nas fases iniciais do ciclo de vida. Considerando o baixo índice natural de sobrevivência dos quelônios, as ações desenvolvidas pelas comunidades têm papel relevante na manutenção das populações na região”, declarou a gestora.

Agenda comunitária

Na comunidade Bela Vista do Jaraqui, a atividade resultou na soltura de 232 tracajás. O monitoramento é realizado há oito anos de forma voluntária pelas famílias locais e contou com a participação de estudantes da Escola Municipal Divino Espírito Santo.

Na comunidade São Francisco do Igarapé do Chita, a soltura foi de 48 tracajás, como parte das ações contínuas conduzidas pelos moradores. A comunidade Barreirinha concentrou a maior soltura, com 700 quelônios, sendo 420 irapucas e 280 cabeçudos.

Composta por 10 famílias, Barreirinha mantém o monitoramento há mais de três anos. Além das ações de campo, a comunidade integra o projeto “Mudanças Climáticas e Sociobiodiversidade Amazônica: Perspectivas da Herpetofauna”, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que acompanha os impactos das mudanças climáticas sobre as espécies da região.

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