Desse total, 5.875 casos resultaram em internação dos pacientes, de acordo com balanço de 2025

Fotos: Francisco Mourão e Evandro Seixas / SES-AM
O Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), registrou 15.323 atendimentos ortopédicos a pacientes idosos, em 2025, grande parte dos casos motivados por quedas.
A situação levanta o alerta para a necessidade de prevenção, adaptação de ambientes e atenção redobrada aos fatores de risco que podem levar a esses acidentes, muitas vezes evitáveis.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 28% a 35% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem situações de queda, anualmente. No HPS Platão Araújo, dos 15.323 atendimentos realizados no ano passado, cerca de 5.875 precisaram de internação e até cirurgia, o que agrava o problema, pois exige recuperação prolongada.

Fotos: Francisco Mourão e Evandro Seixas / SES-AM
O HPS Platão Araújo mantém uma ala com seis leitos exclusivos para pacientes em recuperação de fraturas fêmur. Por ser um tratamento de urgência e com tempo de internação um pouco maior, essa área foi criada para absorver esses pacientes, inclusive alguns idosos, com fraturas ocasionadas por quedas.
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, ressalta que, além do período extenso de recuperação, as quedas podem gerar consequências como perda de autonomia e impactos emocionais.
“O envelhecimento acelerado da população exige que, cada vez mais, a prevenção esteja no centro dos cuidados de saúde, para que os idosos não precisem passar pelas unidades de urgência em situações que podem ser evitadas, como as quedas”, destaca a secretária.
De acordo com o ortopedista do HPS Platão Araújo, Júlio Nogueira, as fraturas de fêmur, punho e úmero proximal (ombro) são as mais comuns entre os idosos e ocasionadas, principalmente, por quedas da própria altura. “A fratura de fêmur é considerada grave e exige tratamento emergencial, porque pode impactar na qualidade de vida do paciente e em maior risco de mortalidade. Não pela fratura ou o procedimento cirúrgico em si, mas pelas complicações que o paciente desenvolve ao longo da internação, em razão da saúde já fragilizada pela idade e muitas vezes com doenças associadas”, observa.
O ortopedista acrescenta que as quedas geralmente resultam de uma combinação de fatores. Entre os mais comuns estão a perda de força muscular, alterações na visão, problemas de equilíbrio, osteoporose e doenças neurológicas.
O ambiente doméstico é um dos locais onde mais ocorrem quedas. Pisos escorregadios, tapetes soltos, iluminação inadequada, degraus sem corrimão e banheiros sem barras de apoio são exemplos de riscos frequentes dentro de casa.


Fotos: Francisco Mourão e Evandro Seixas / SES-AM
Prevenção é fundamental
O diretor do Platão Araújo, Juliano Botero, do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), reforça que a maioria das quedas pode ser evitada com medidas simples e que devem começar antes mesmo de chegar à terceira idade.
A prática regular de atividades físicas, como caminhada, fisioterapia ou exercícios de fortalecimento e equilíbrio, diz ele, é uma das principais estratégias de prevenção. “Avaliações médicas periódicas também ajudam a identificar problemas de visão e neurológicos”, reforça Juliano Botero.
No ambiente doméstico, ele recomenda pequenas adaptações que fazem grande diferença, como retirar tapetes soltos, instalar barras de apoio em banheiros, garantir boa iluminação nos ambientes, evitar que os idosos subam escadas e usar calçados adequados.
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