Sessão gratuita acontece neste sábado (16/05), com roda de conversa com as diretoras Nicka e Mariellen Kuma


O Cinema de Arte realiza neste sábado (16/05), às 18h30, no Cineteatro Guarany, localizado na Vila Ninita, anexo ao Palácio Rio Negro, na avenida Sete de Setembro, 1.546, Centro, uma sessão especial com a exibição dos filmes “O Extraordinário Evanescer” e “Marcia Antonelli: Das Palavras à Sobrevivência”. A programação é gratuita, possui classificação indicativa de 12 anos e será seguida por uma roda de conversa com as diretoras Nicka e Mariellen Kuma.
A atividade integra as ações de contrapartida social de um projeto de pesquisa contemplado pela Lei de Incentivo Aldir Blanc – Ciclo 1, com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. A iniciativa busca ampliar o acesso ao audiovisual independente, promover diálogos com o público e fortalecer a produção cultural local.
Sinopses
Com duração de 12 minutos, “O Extraordinário Evanescer”, dirigido por Nicka, acompanha a trajetória de Nara, personagem que vive entre tentativas frustradas de amor e o isolamento de um quarto marcado por sonhos, dores e memórias. Entre rejeições sociais, familiares e afetivas, a protagonista enfrenta conflitos internos enquanto busca compreender seu lugar no mundo.
A narrativa utiliza elementos simbólicos e sensoriais para abordar temas como solidão, identidade e pertencimento, propondo um olhar íntimo sobre as vulnerabilidades e resistências da personagem.
E o documentário “Marcia Antonelli: Das Palavras à Sobrevivência”, dirigido por Mariellen Kuma, mergulha na vida da escritora trans manauara Márcia Antonelli, que vive da venda de seus livros nas ruas do centro histórico de Manaus. Em 15 minutos, o filme apresenta uma narrativa marcada pela força da escrita como instrumento de sobrevivência, resistência e afirmação de existência.
A produção acompanha o cotidiano da artista entre ruas, encontros e memórias, revelando como sua literatura atravessa temas como transfobia estrutural, invisibilidade, solidão e afeto. O documentário também evidencia a potência da palavra como forma de permanência e construção de identidade.
Mais do que retratar dificuldades, o filme propõe um olhar sensível sobre a dignidade e a força criativa de Márcia Antonelli, destacando a arte como espaço de acolhimento e transformação social.
Após as exibições, o público poderá participar de uma roda de conversa com as diretoras Nicka e Mariellen Kuma, em um momento de troca sobre processos criativos, audiovisual independente e representatividade nas produções cinematográficas contemporâneas.