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Complexo Hospitalar Sul atendeu quase 5 mil pacientes sem identificação, em pouco mais de um ano

Equipe especializada atua na unidade na localização de familiares e encaminhamento à rede de proteção...

30/04/2026 18h50
Por: Redação
Fonte: Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Equipe especializada atua na unidade na localização de familiares e encaminhamento à rede de proteção

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Fotos: Divulgação / CHS

Adriano Chaves, um homem que vivia em situação de rua em Manaus, reencontrou as irmãs nesta semana após receber atendimento no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, unidade que integra o Complexo Hospitalar Sul (CHS). O caso chama a atenção para o número de pacientes sem identificação que chegam às unidades de saúde.

Somente no CHS, foram registrados 4.978 atendimentos a pacientes classificados como Não Identificados (NID), desde dezembro de 2024.

Trata-se, em grande parte, de pessoas em situação de vulnerabilidade social, sem vínculos familiares ou em situação de rua, como Adriano, que deu entrada na unidade após sofrer uma queda de uma ponte no bairro São Jorge, onde relatou estar vivendo. Há também casos de pacientes que chegam sem documento oficial de identificação, muitas vezes por esquecimento.

Um dos principais desafios nessas situações é o pós-atendimento. Sem referência familiar ou social, muitos pacientes não têm para onde ir, o que pode comprometer a continuidade do tratamento ou o acompanhamento ambulatorial.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Fotos: Divulgação / CHS

O CHS ressalta que, nesses casos, o Serviço Social atua de forma estratégica para garantir não apenas a assistência hospitalar, mas também a identificação civil e o encaminhamento adequado após a alta.

De acordo com a supervisora psicossocial do CHS, Janaína Freitas, o processo tem início ainda durante a internação, com a tentativa de coleta de informações diretamente com o paciente. “A assistente social vai até o leito para buscar alguma informação. A partir dos relatos, a equipe tenta localizar familiares ou conhecidos. Quando não há dados suficientes, inicia-se uma busca ativa em sistemas oficiais”, explica.

Entre as estratégias adotadas está a consulta ao Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS), que pode auxiliar na localização de vínculos familiares. Na ausência de informações, a equipe aciona o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), vinculado ao Ministério Público, que permite o cruzamento de dados para identificação.

Quando o paciente é identificado, a família pode ser acionada ou, dependendo da situação, os órgãos competentes. Há também casos em que o hospital apoia o processo de emissão de documentos civis, como o Registro Geral (RG), garantindo o acesso à cidadania.

Nos casos em que o paciente permanece sem identificação ou não possui condições de retorno ao convívio social, o Serviço Social articula encaminhamentos para a rede de apoio. O destino varia conforme o perfil do paciente, podendo incluir abrigos ou instituições de longa permanência, especialmente para idosos, mediante acionamento do Ministério Público.

A atuação do Serviço Social reforça o caráter integral da assistência prestada pela unidade, ao considerar não apenas o quadro clínico, mas também os fatores sociais que influenciam diretamente a recuperação e o destino do paciente após a alta.

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