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Furão-grande mantido em cativeiro por oito meses é resgatado pelo Ipaam no residencial Viver Melhor

Além do furão, a equipe do órgão também resgatou três aves em diferentes pontos de Manaus...

20/03/2026 18h16
Por: Redação
Fonte: Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

Além do furão, a equipe do órgão também resgatou três aves em diferentes pontos de Manaus

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas

FOTO: José Narbaes/Ipaam

Um furão-grande (Galictis vittata) mantido ilegalmente em cativeiro por cerca de oito meses foi um dos quatro animais resgatados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), em ocorrências registradas nesta sexta-feira (20/03), em diferentes bairros de Manaus.

A ação foi realizada pela Gerência de Fauna Silvestre (GFAU) do Instituto e também resultou no resgate de três aves: um pariri (Geotrygon montana), uma curica (Amazona festiva), conhecida popularmente como papagaio-da-várzea, e um japiim (Cacicus cela).

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que o trabalho reforça a atuação do órgão tanto na proteção da fauna quanto no combate a práticas irregulares envolvendo animais silvestres, como a criação doméstica ilegal. “A retirada desses animais de situações inadequadas é fundamental para assegurar o bem-estar deles e também a segurança da população. Além disso, é importante reforçar que manter animais silvestres em casa é uma prática proibida e pode trazer riscos”, afirmou.

A gerente de Fauna Silvestre do Ipaam, Sônia Canto, reforçou que animais silvestres não devem ser retirados da natureza nem criados como animais domésticos, orientando que, em casos de encontro com filhotes ou animais feridos, a população deve acionar os órgãos ambientais para o atendimento adequado.

“Animal silvestre não é pet. Se você vê um filhote ou um animal em situação de vulnerabilidade, não retire do local. Acione o Ipaam, que possui equipe especializada para avaliar cada caso. Esses animais passam por triagem, cuidados veterinários e, quando possível, são devolvidos à natureza. Além disso, a retirada desses animais pode causar desequilíbrio ecológico e também envolve riscos, como a transmissão de zoonoses”, destacou Sônia Canto.

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
FOTOS: José Narbaes/Ipaam

Furão

A equipe da GFAU informou que o furão foi resgatado no conjunto residencial  Viver Melhor, na zona norte de Manaus, onde era mantido em uma casa. De acordo com informações repassadas à equipe técnica, o animal havia sido encontrado machucado na rodovia AM-010, no quilômetro 30, no trecho entre Manaus e Rio Preto da Eva, e acabou sendo levado para criação doméstica, como animal de estimação, prática vedada pela legislação ambiental.

Com o passar do tempo, no entanto, o animal cresceu e passou a apresentar comportamento mais agressivo, o que levou o morador a acionar o Ipaam para realizar a devolução e o resgate adequado.

De acordo com a equipe técnica, não houve aplicação de multa no momento da ocorrência, uma vez que o morador alegou ter recolhido o animal após encontrá-lo em situação de vulnerabilidade. O Instituto destaca que, nesses casos, a prioridade é o resgate e a garantia do bem-estar do animal, além da orientação ao cidadão, reforçando que a criação de fauna silvestre é proibida e que o correto é acionar imediatamente os órgãos ambientais.

O Ipaam ressalta ainda que manter animal silvestre em cativeiro sem autorização é infração ambiental e pode resultar em multa de R$ 500 por indivíduo, quando não se tratar de espécie ameaçada de extinção, podendo chegar a R$ 5 mil por animal no caso de espécies ameaçadas ou incluídas na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), além de outras penalidades administrativas e possível responsabilização na esfera civil e penal.

Aves

Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
Foto: Reprodução/Agência Amazonas
FOTOS: José Narbaes/Ipaam

O pariri foi encontrado pela moradora Elza Sampaio em sua residência, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus, apresentando fratura na asa esquerda. A ave foi prontamente recolhida e encaminhada para atendimento especializado.

A curica foi resgatada na casa da senhora Elin Queiroz, no bairro Novo Aleixo, também na zona norte da capital, após ser encontrada debilitada em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região. O animal necessitava de cuidados veterinários.

O japiim, por sua vez, sofreu um acidente ao colidir com a grade de uma residência no bairro Parque das Nações, zona centro-sul de Manaus. O caso foi comunicado ao Ipaam pelo morador, que acionou a equipe para realizar o resgate.

O morador Sidnam Mota relatou que o animal se feriu ao bater em uma cerca de arame e destacou a importância do acionamento do órgão ambiental para o atendimento adequado. “Agradeço muito à equipe pelo atendimento e reforço a importância do Instituto na preservação da fauna. Sempre que encontrar um animal nessa situação, o correto é acionar o órgão para os cuidados necessários”, afirmou.

Destino dos animais

Após os resgates, todos os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Distrito Industrial 1, zona sul de Manaus.

No local, os animais passam por avaliação clínica, cuidados veterinários e, quando necessário, reabilitação, com o objetivo de que possam ser devolvidos à natureza em condições adequadas de sobrevivência, conforme os critérios técnicos e ambientais.

A gerente de Fauna Silvestre do Ipaam, Sônia Canto, reforçou que animais silvestres não devem ser retirados da natureza nem criados como animais domésticos, orientando que, em casos de encontro com filhotes ou animais feridos, a população deve acionar os órgãos ambientais para o atendimento adequado.

“Animal silvestre não é pet. Se você ver um filhote ou um animal em situação de vulnerabilidade, não retire do local. Acione o Ipaam, que possui equipe especializada para avaliar cada caso. Esses animais passam por triagem, cuidados veterinários e, quando possível, são devolvidos à natureza. Além disso, a retirada desses animais pode causar desequilíbrio ecológico e também envolve riscos, como a transmissão de zoonoses”, destacou.

Contato do resgate

O Ipaam orienta que, ao identificar animais silvestres, a população não tente capturá-los ou manipulá-los, evitando riscos tanto para as pessoas quanto para os próprios animais. O resgate deve ser solicitado junto à Gerência de Fauna Silvestre, por meio do WhatsApp (92) 98438-7964, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, com o envio de informações e localização. O Instituto reforça que o acionamento rápido é fundamental para o atendimento adequado e para aumentar as chances de reabilitação dos animais.

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